30/07/2013
A revolução no tratamento da hepatite C
Após 10 anos sem novidades no tratamento da hepatite C, quando somente o interferon peguilado combinado a ribavirina estavam no mercado, surgem o telaprevir e boceprevir dando inicio a uma revolução no tratamento. Para quem acompanha as pesquisas uma verdadeira salada de novas drogas em fases avançadas das pesquisas faz com que seja impossível prever qual será o futuro do tratamento, qual das novas drogas será superior as outras. Sabemos que muito possivelmente a maioria dos pacientes receberá tratamento oral e somente em alguns casos específicos o interferon peguilado deverá ser utilizado combinado com algum dos novos medicamentos. O tempo de tratamento será encurtado, com tratamentos de 8, 12, 16 ou no máximo 24 semanas, com efeitos colaterais leves. Médicos sem grande experiência poderão tratar a hepatite C em pacientes que não apresentem gravidade, inclusive em qualquer lugar do mundo, sem necessidade desses pacientes ter que se deslocar para cidades com hospitais especializados. Existirá, sim, uma grande dificuldade: O preço. Posso adivinhar qual será o preço mínimo dos primeiros a chegar (nunca inferior ao telaprevir ou boceprevir), mas prever qual pode ser o preço máximo por enquanto é impossível. Os fabricantes mantém isso em segredo total. Os governos terão sérios problemas para atender os infectados. Aumentando o diagnostico com a facilidade dos testes rápidos mais pacientes procurarão tratamento e, se a isso é somado o custo elevado dos novos medicamentos, a necessidade financeira será infinitamente maior que a atual previsão orçamentaria. É necessário capacitar as associações de pacientes de cada país, pois certamente a briga para que sejam autorizados tais medicamentos e disponibilizados gratuitamente no sistema público de saúde será uma dura batalha. Vejamos então tudo o que estará chegando, sendo que alguns deles ainda poderão encontrar problemas de segurança, quando então a pesquisa será abandonada. Já se encontram com solicitação de registro no FDA (Estados Unidos) devendo ser aprovados aproximadamente no final do ano: 1. Sofosbuvir (GS-7977) Gilead2. Simeprevir (Janssen / Medivir) Medicamentos com possibilidades de solicitar aprovação no FDA (Estados Unidos) em 2014: 1. ABT-267 - ABT-333 - ABT-450/r AbbVie 2. Asunaprevir (BMS-650032) BMS 3. BI207127 Boehringer Ingelheim 4. Daclatasvir (BMS-790052) BMS 5. Faldaprevir (BI201335) Boehringer Ingelheim 6. Ledipasvir (GS-5885) Gilead 7. Mericitabina (R7128) Roche / Genentech Medicamentos em pesquisa com possibilidades de solicitar aprovação no FDA (Estados Unidos) entre 2015 e 2016: 1. ACH-3102 Achillion 2. Danoprevir/r (R7227) Roche / Genentech 3. GS-5816 Gilead 4. GS-9451 Gilead 5. GS-9669 Gilead 6. GSK2336805 GSK 7. IDX719 Idenix Pharmaceuticals 8. Miravirsen SantarisPharma A/S 9. MK-5172 MSD 10. MK-8742 MSD 11. Setrobuvir (ANA-598) Roche / Genentech 12. Sovaprevir (ACH-1625) Achillion 13. TMC647055 Janssen 14. VX-135 Vertex OK. O futuro é promissor. Falta que todos os portadores cheguem lá e que o 90% de infectados que ainda desconhecem a doença sejam diagnosticados.
Carlos Varaldo
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FONTE:
http://hepato.com/p_pesquisas/113_port_pesquisas.html
30/07/2013
Manifestações associadas a vírus C - Dermatologia - Hepatologia do Milênio 2013
Resumo do apresentado sobre o tema no Hepatologia do Milênio 2013
A hepatite C provoca em alguns infectados uma maior desidratação do organismo, afetando consequentemente a pele o que ocasiona problemas dermatológicos. Os medicamentos para tratamento da hepatite C aumentam os problemas dermatológicos. A seguir vemos a relação dessas complicações, colocando entre parêntesis uma breve e simples descrição de cada uma, não em termos médicos e sim para os pacientes poder compreender de que se trata. As manifestações dermatológicas que estão mais frequentemente associadas a hepatite C são: - Crioglobulinemia (doença vascular que causa dores nas articulações), - Porfiria cutânea tarda (aparece em áreas expostas ao sol da pele, tais como as mãos e o rosto surgem bolhas), - Livedo Reticular (doença vascular caracterizada por manchas púrpuras na pele), - Vasculite Leucocitoclasica (Vasculites e Eritema nodoso), - Eritema acral (reação cutânea relativamente frequente produzida por diferentes medicamentos, aparecendo frequentemente em pacientes em tratamento quimioterápico do câncer). As manifestações que podem estar associadas a hepatite C são: - Liquen plano (doença que afeta a mucosa e a pele e apresenta natureza inflamatória crônica), - Síndrome de Sjogren (doença auto-imune que diminui a produção de lágrimas e saliva) - Prurido (Coceira), - Urticaria (erupção cutânea, a pele fica vermelha), - Poliarterite Nodosa (inflamação das artérias). As manifestações que podem estar associadas a hepatite C, mas são muito incomuns de se manifestar são: - Eritema nodoso (processo inflamatório), - Polimorfo (presença na pele de lesões avermelhadas e salientes), - Pioderma gangrenoso (dermatose inflamatória e ulcerativa), - Granuloma anular (erupção avermelhada formando um círculo ou anel), - Behcet (doença que provoca sintomas em várias partes do corpo, provocando úlceras orais, aftas, úlceras de genitais, etc.), - Psoriase (doença inflamatória da pele).
Manifestações dermatológicas desencadeadas pelos medicamentos no tratamento da hepatite C
O Interferon provoca efeitos pouco graves na pele, como prurido, ressecamento da pele, pequenas inflamações e perda momentânea do cabelo. Quando o interferon é associado a Ribavirina aumenta o risco de dermatoses devendo ser tratada com medicamentos tópicos (corticoide de media potencia e cremes emolientes). Com o Telaprevir podem acontecer manifestações cutâneas graves, mais frequentes após 4 semanas de uso. Recomendações quando de problemas dermatológicos com o Telaprevir, como RASH devem ser avaliadas conforme a gravidade: - No grau 1 (leve) quando acontece erupção localizada com ou sem prurido geralmente não precisa interromper o tratamento. O procedimento nestes casos é utilizar cremes emolientes e corticóides tópicos sem interromper a medicação. No grau 2 (moderado) quando acontece erupção cutânea difusa menor a 50% da superfície do corpo envolvida, com ou sem prurido, pode envolver a mucosa. Se progredir, suspender o Telaprevir e se após 7 dias não diminui ou piora suspender todos os medicamentos. O procedimento nestes casos e utilizar cremes emolientes, corticóides tópicos e anti-histamínicos orais. No grau 3 (grave) com rash que atinge mais de 50% superfície do corpo, ou com bolhas, ulcerações em mucosas, purpura palpável, deve se parar imediatamente o Telaprevir. É raro de acontecer um grau 3 de rash, mas deve se suspender o Telaprevir e se após 7 dias não diminui ou piora suspender todos os medicamentos. No caso de reações cutâneas muito graves deve se suspender todos os medicamentos e encaminhar o paciente a urgência médica (UTI). O Rash no tratamento com Telaprevir geralmente tem inicio entre a semana 5 e 10 do tratamento. Cuidados a tomar nas erupções cutâneas: - Diagnosticar o mais precocemente possível as reações - Utilizar Hidratantes - Tomar banhos mornos e rápidos - Usar sabões hidratantes - Evitar exposição solar e auto medicação.
Carlos Varaldo
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http://hepato.com/p_efeitos_adversos/104_port_efeitos.html
29/07/2013
Foi publicado o Relatório 2013 da OMS para as hepatites virais
O relatório coloca a situação do enfrentamento das hepatites virais em cada país conforme as respostas que cada país informou oficialmente em um formulário padrão, igual para todos os países. A OMS foca muito a prevenção, na redução de danos, devido ao uso muito grande de drogas injetáveis nos Estados Unidos, Europa, Ásia e outras regiões, um problema que o Brasil afortunadamente já enfrentou e praticamente superou. Hoje não mais se vê gente usando drogas injetáveis no país. Parabéns ao governo e ao trabalho da sociedade civil em especial aos grupos RNP. Pessoalmente tenho serias criticas sobre as dados apresentados no relatório da OMS devido à forma "chapa branca" como os dados foram levantados. Um formulário foi enviado aos governos e a situação de cada país foi somente discutida com a World Hepatitis Alliance, mas as associações de pacientes, ONGs e sociedades médicas locais não foram chamadas para verificar se os dados refletem a real situação de cada país. A OMS confiou a World Hepatitis Alliance para a confirmação dos dados, mas nem sequer está consultou seus 175 associados nem as estimadas 2.000 ONGs de hepatites que existem no mundo ou as mais de 5.000 da AIDS que já se envolvem nas hepatites devido a co-infecção e especialmente na redução de danos. Fica registrado assim o meu protesto e alerta para os que leiam o relatório da OMS. A seguir faço um rápido resumem do que consta de mais importante em relação ao Brasil com meus comentários em cada tema destacados em vermelho. Informam que nas Américas está colocado que somente Estados Unidos e Argentina possuem programas específicos para cuidar das hepatites virais. No Brasil e em outros países elas estão dentro de departamentos que cuidam de outras doenças, não possuindo um programa especifico. MEU COMENTÁRIO: Isso é péssimo, ao se colocar as hepatites sob o chapéu da AIDS as verbas que sobram para as ações nas hepatites são insignificantes. O Brasil informou a OMS que possui um departamento governamental (Departamento DST/AIDS/Hepatites) responsável para atividades relacionadas com a hepatite viral com 250 funcionários, mas não soube informar quantas pessoas trabalham em tempo integral somente para as hepatites. MEU COMENTÁRIO: Somente agora, em julho de 2013 é que um funcionário do Departamento DST/AIDS/Hepatites foi designado para cuidar das hepatites. Até o momento não tinha ninguém para cuidar das hepatites. Informam que o governo brasileiro informou que realizou eventos para o Dia Mundial da Hepatite em 2012 e financia campanhas de conscientização pública da hepatite viral desde janeiro de 2011. O governo colabora com ONGs para desenvolver e implementar a prevenção das hepatites virais e programas de controle. MEU COMENTÁRIO: Alguém viu as campanhas do governo federal em 2012 ou 2013? Colocar uma matéria ou vídeo na página do Departamento na internet pode ser considerada uma campanha? Informam que existe vigilância de rotina para a hepatite viral com um sistema nacional de vigilância para os seguintes tipos de hepatite aguda: A, B, C, D e E, e para os seguintes tipos de hepatite crônica: B, C e D. Existe notificação de todos os casos de hepatite. Óbitos, incluindo os causados pelas hepatites, são relatados a um registro central. Casos de câncer de fígado não estão registrados nacionalmente. MEU COMENTÁRIO: É sabido por todos que não existe um sistema serio de notificação dos casos de hepatites se estimando que entre 70% e 80% dos casos não são notificados devido à burocracia e complexidade da ficha de notificação, um sistema arcaico ainda no papel. O sistema de notificação foi criado para que a hepatite não apareça nas estatísticas. Informam que surtos de hepatite são obrigatoriamente notificados ao governo para serem investigados. Informam que não existe agenda para alguma pesquisa nacional de saúde pública para as hepatites virais. Informam que inquéritos sorológicos para as Hepatites Virais são realizadas regularmente, para populações alvos (adolescentes, profissionais de saúde, mulheres grávidas e tatuadores) e para a população em geral. O último inquérito sorológico foi realizado em julho de 2012. MEU COMENTÁRIO: ????????? Prevenção da transmissão Informam que não há uma política nacional de vacinação da hepatite A. Informam que o governo não estabeleceu um objetivo para eliminar a hepatite B. MEU COMENTÁRIO: Até agora todos os planos apresentados (nunca cumpridos) nunca possuíam metas quantificáveis, eram simples promessas genéricas, como diz a sabedoria popular "para inglês ver". Parece que isso vai acabar com a nova direção do departamento DST/AIDS/Hepatites. Informam que não se sabe qual a percentagem de recém-nascidos a nível nacional que receberam a vacina da hepatite B nas 24 horas após o nascimento ou qual percentual de vacinados ao completar um ano de idade. MEU COMENTÁRIO: Um absurdo total! Informam que não há uma política nacional de segurança recomendando seringas de uso único para fins terapêuticos. Informam que não há uma política nacional de controle de infecção para bancos de sangue. Todas as bolsas de sangue doadas (incluindo doações de familiares) são testadas para as hepatites B e C. MEU COMENTÁRIO: São captadas 4 milhões de bolsas de sangue a cada ano, se 1% delas dar reagente para hepatite C deveriam chegar a Brasília 40.000 notificações, mas na estatística oficial somente aparecem entre 12 e 15.000. Informam que as pessoas que realizam o teste para o vírus da hepatite B e hepatite C são registradas pelo nome, e os nomes são mantidos confidenciais dentro do sistema. Informam que o tratamento com financiamento público para a hepatite B e hepatite C pode ser obtido por toda a população. Não foram fornecidas informações sobre o montante gasto pelo governo nos tratamentos para a hepatite B e hepatite C. MEU COMENTÁRIO: É uma verdade, mas existe lista de espera para realizar as biopsias, carga viral e depois conseguir vaga em um hospital. Somente 12.000 tratamentos de hepatite C a cada ano são realizados, para uma população estimada em 3 milhões de infectados. O relatório completo da OMS é encontrado emhttp://apps.who.int/iris/bitstream/10665/85397/1/9789241564632_eng.pdf COMENTÁRIO DE ÚLTIMO MOMENTO O Departamento DST/AIDS/Hepatites (Brasil) e a Organização Mundial da Saúde preferem ignorar as ONGs que criticam e reivindicam, preferindo ouvir e sentar somente com aquelas ONGs adesistas que somente servem para bater palmas à falta de ações dos encastelados gestores da saúde, tendo como resultado informações incorretas com as quais tentam mostrar um panorama bom e efetivo no combate as hepatites ou mostrar número subnotificados da incidência da doença. Em geral essas ONGs adesistas não representam nem sequer os infectados de seu bairro na sua cidade. As que se autodenominam nacionais o fazem porque o papel timbrado de uma folha de papel aceita qualquer coisa, mas perguntem quantas reuniões e palestras estão fazendo para aqueles que precisam apoio e não terão resposta, no máximo irão informar que possuem uma página numa rede social com algumas fotos e, as internacionais, bom, dessas melhor nem falar porque são simplesmente umas poucas ONGs que dizem falar em nome de todas sem ter autorização para tal. Afortunadamente algo está mudando neste momento no Brasil e espero que seja exemplo para o mundo. No evento "Acesso aos medicamentos e kits de diagnósticos para Hepatite C - Identificando o papel da Sociedade Civil e outras demandas" realizado no dia 25 em Santos (SP), o novo diretor do Departamento, Dr. Fábio Mesquita disse que a sua gestão será pautada pelas evidências científicas, pelo dialogo em todos os setores da sociedade e por trazer inovação. "Diferente do Papa, eu não posso prometer milagre. Eu não acho que podemos solucionar todos os problemas, mas eu estabeleci neste momento três prioridades na luta contra as hepatites virais". A primeira prioridade citada foi criar uma área específica de hepatites dentro do Departamento, e isso, de acordo com ele, "já é um sinal de que as hepatites sairão daquela posição que se encontravam diluída dentro do Departamento"; a segunda prioridade foi cancelar o boletim epidemiológico que seria divulgado neste ano já que seria uma irresponsabilidade por parte do governo, pois não trariam informações corretas; e o terceiro compromisso assumido com o movimento social é mudar a forma da dispensação dos medicamentos de hepatites, facilitando o acesso ao tratamento.
Carlos Varaldo
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http://hepato.com/port_novaentrada.html
28/07/2013
Protestos no Dia Mundial da Hepatite
No Dia Mundial da Hepatite não há muito para comemorar
Grupos de pacientes em diversos países realizaram na sexta-feira protestos para denunciar a passividade da Organização Mundial da Saúde -OMS- na liderança que deveria efetuar no enfrentamento da hepatite. Nos Estados Unidos bloquearam o tráfego na Segunda Avenida com a Rua 47, ocupando também a entrada do edifício de escritórios da OMS. Eles também realizaram centenas de balões que diziam "Hep C Time Bomb" e uma faixa com suas demandas. http://www.flickr.com/photos/vocal-ny/sets/72157634795497518/ http://www.vocal-ny.org/blog/drug-policy/pr-nyers-block-traffic-occupy-world-health-organization-to-protest-leadership-failure/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pr-nyers-block-traffic-occupy-world-health-organization-to-protest-leadership-failure Na Índia, Jackie Shroff, veterano ator de Bollywood, junto com a National Liver Foundation (NLF) iniciou uma campanha de e-mail e SMS para que o governo atue de vez por toda para diagnosticar os infectados. Diversas associações de pacientes e ONGs, como "Medicins du Monde", TAG", "ACT UP Basel", "APN PLUS" e "INPUT" lançaram uma petição em 86 países para solicitar a OMS atuar com urgência contra a hepatite C.http://www.hepcoalition.org/?lang=pt No Brasil, com apoio da Open Society Foundation, uma ONG internacional que atua em várias frentes sociais e está fortalecendo as ações no Brasil para melhorar o acesso a medicamentos e a novas terapias, aconteceu em Santos nos dias 24 e 25 de julho um fórum com o tema "Acesso aos medicamentos e kits de diagnósticos para Hepatite C - Identificando o papel da Sociedade Civil e outras demandas". Pela importância do assunto o novo Diretor do departamento DST/AIDS/Hepatites, Dr. Fábio Mesquita e o coordenador designado para cuidar das hepatites do Departamento, Dr. Jorge Eurico estiveram presentes. Leia reportagem da Agencia AIDS emhttp://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=21104 COMENTÁRIO FINAL Vejo com otimismo que ONGs do mundo tudo comecem a gritar e se revoltar. Sou um dos fundadores da World Hepatitis Alliance, organização que fundamos com o objetivo de conseguir que a OMS decretasse o Dia Mundial da Hepatite estabelecendo assim um programa de ações. Conseguimos em 2010 e então decidi sair da World Hepatitis Alliance, pois não era meu objetivo me encastelar numa representação que já tinha conseguido seu objetivo principal, considerando que seria muito mais efetivo passar, então, a lutar para que a OMS cumpra o prometido. Ficando fora da OMS fica mais fácil fiscalizar e cobrar. Se tivesse ficado dentro teria me transformado em alguém que simplesmente ficaria batendo palmas para a inanição, sem poder cobrar ou criticar. É por isso que vejo com otimismo que ONGs do mundo tudo estão começando a despertar, aprendendo que é necessário gritar, ir à rua se necessário, pois essa será a única forma de quem se encontra nas esferas decisórias passar a realmente enfrentar a maior epidemia da historia da humanidade. Parabéns a National Liver Foundation (NLF) da Índia e Medicins du Monde (Médicos do Mundo), primeiras sociedades científicas do mundo a ficar do lado dos infectados com hepatites e entrar juntos nessa luta. Espero que a atitude seja seguida pelas sociedades médicas de outros países, que demonstrem publicamente que estão realmente interessadas nos pacientes.
Juntos podemos vencer a hepatite C!
Carlos Varaldo
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FONTE:
http://hepato.com/p_geral/127_port_geral.html