sábado, 8 de junho de 2013

Mais da metade dos infectados com hepatite C enfrentam grandes riscos para a saúde por causa de testes incompletos



10/06/2013 


Mais da metade dos infectados com hepatite C enfrentam grandes riscos para a saúde por causa de testes incompletos


Aproximadamente 3 milhões de brasileiros estão infectados com hepatite C e até 90% deles por falta de diagnostico não tem idéia da bomba que está destruindo seu fígado. Uma doença que raramente apresenta qualquer tipo de sintomas, por isso, é chamada de uma assassina silenciosa. Identificar quem está infectado é importante porque já existem tratamentos eficazes que podem curar a doença, bem como eliminar o risco de transmissão para outras pessoas. 

É estimado que mais da metade que realiza o teste anti-HCV e obtém um resultado positivo não recebe o acompanhamento necessário para determinar se eles necessitam de cuidados médicos, não realizando o teste confirmatório HCV-RNA chamado de carga viral. Somente esse teste é que diz se o indivíduo está realmente infectado, sendo a porta de entrada para receber tratamento. 

Entre 15% e 20% de todos os testes anti-HCV com resultados positivos não serão positivos na carga viral, indicando que esses indivíduos conseguiram eliminar espontaneamente o vírus do organismo, resultando curados da hepatite C, mas os restantes, entre 80% e 85% que terão um resultado positivo na carga viral estão realmente doentes e necessitam ser encaminhados a um especialista para acompanhamento e tratamento. 

O teste completo é fundamental para garantir que aqueles que estão infectados recebam o cuidado e tratamento para a hepatite C que eles precisam, a fim de prevenir a cirrose, o câncer de fígado e outras consequências graves e potencialmente mortais. 

O tratamento é importante porque a maior parte das mortes conforme estatística do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos acontece em pessoas com idades entre 50 e 59 anos e, 71,5% das mortes estavam entre aqueles que nasceram entre os anos de 1945 e 1965. É prudente observar que 30% das mortes são de pessoas nascidas em outras épocas, mas a geração dos chamados "baby boomers", isto é, nascidos entre 1945 e 1965, são cinco vezes mais propensos de ter hepatite C que os nascidos em outras épocas. 

Tal geração quando jovem viveu os "anos loucos" de uso de drogas injetáveis, são da época em que as agulhas de injeção eram de vidro, simplesmente fervidas na farmácia ou pelo enfermeiro e utilizadas de paciente em paciente para aplicar medicamentos ou vacinas e, ainda, era moda aplicar uma bolsa de sangue após qualquer cirurgia para dar mais energia ao paciente. Tudo isso resultou na propagação universal da hepatite C. 

Somente a partir de 1992 a hepatite C passou a dispor de um teste, quando então os bancos de sangue passaram a controlar a doença. Ao mesmo tempo as seringas de vidro foram substituídas por seringas descartáveis. Por não ser uma doença de transmissão sexual, muito difícil de acontecer, novos casos diminuíram a partir de 1992. 

O teste de detecção da hepatite C deve ser realizado por todas as pessoas com idade entre 40 e 65 anos de idade, por todos os que em qualquer momento da vida em alguma cirurgia receberam uma transfusão de sangue, por infectados com HIV, pacientes em dialise renal, hemofílicos, trabalhadores da saúde, usuários de drogas, pessoas com múltiplos parceiros sexuais. Finalmente, se alguém da família anos atrás teve alguma hepatite, qualquer uma, todo o grupo familiar deve procurar realizar o teste das hepatites.

Procure um posto de saúde e solicite (ou exija) o teste de detecção das hepatites B e C. É gratuito! Se possuir plano de saúde, utilize-o, pois todos são obrigados, por lei, a dar cobertura para a realização do teste das hepatites B e C. Em toda consulta médica solicite o teste das hepatites, pois o hemograma não mostra que você está infectado. 

Aproximadamente 3 milhões de brasileiros estão infectados, você pode ser um deles. A hepatite C, se diagnosticada tem cura! 

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 


FONTE:

http://www.hepato.com/p_epidemiologia/105_port_epidemiologia.html

Controvérsias na hepatite C - Regressão da fibrose em pacientes curados


10/06/2013 


Controvérsias na hepatite C - Regressão da fibrose em pacientes curados


A hepatite C é considerada uma doença "dupla", isto é, virológica e fibrótica. Considerando essa separação de princípios podem ocorrer complicações em pacientes curados com o tratamento, pois a fibrose ou cirrose existente antes do tratamento, chamada de fibrose residual, continua a afetar o fígado. Eliminar o vírus não significa que o fígado passará a ser um fígado totalmente regenerado, ficando "zero quilometro". O vírus C que o estava atacando e destruindo foi eliminado e o problema não existe mais, mas os danos causados ainda existem e, ainda, outras doenças ou condições também podem continuar a afetar o fígado. 

Devido as dificuldades de realizar repetidas biopsias existem poucos estudos avaliando a progressão ou regeneração do fígado após o tratamento. O presente estudo é interessante, mas ao final, nas minhas considerações, realizo algumas criticas, as quais desde meu ponto de vista considero um estudo muito controverso nos resultados apresentados. 

O ESTUDO 

Os pesquisadores franceses, integrantes do grupo que possui a patente do Fibrotest, com o objetivo de estimar o impacto da cura (resposta sustentada) na dinâmica da fibrose realizaram um estudo utilizando os resultados de exames de sangue (Fibrotest) para avaliar o grau de fibrose ou cirrose nos pacientes. 

O objetivo principal era avaliar a taxa de regressão da fibrose 10 anos após a cura. Para avaliação da fibrose foi definido que uma diminuição de no mínimo 0,20 pelo Fibrotest corresponderia ao equivalente de 1 estagio na Classificação Metavir. 

Foram incluídos 933 pacientes, tratados e não tratados, todos com Fibrotest realizado antes do tratamento e repetido 10 anos depois. 

RESULTADOS AOS 10 ANOS 

- Dos 415 pacientes que no momento do tratamento apresentavam fibrose avançada, 10 anos após foi encontrado que entre os que obtiveram a cura 49% apresentavam redução da fibrose de pelo menos 1 estagio na escala Metavir. 

- Entre os 219 tratados que não responderam ao tratamento 23% apresentavam uma redução da fibrose de pelo menos 1 estagio na escala Metavir. 

- Curiosamente, em 88 pacientes não tratados a redução da fibrose em pelo menos 1 estagio na escala Metavir aconteceu em 45% desses pacientes, um percentual de redução igual ao dos pacientes curados.

- Dos 43 pacientes que apresentavam cirrose antes do tratamento e resultaram curados, 24 deles conseguiram reduzir a cirrose, mas 15 novos casos de cirrose aconteceram em 128 pacientes curados que no momento do tratamento se encontravam com fibrose avançada. 

- Câncer de fígado aos 10 anos após o tratamento aconteceu em 4,6% dos pacientes curados com o tratamento e em 5,6% dos que não responderam ao tratamento. 

Concluem os autores que em pacientes infectados pela hepatite C e, presumindo pelos resultados do Fibrotest, a cura da hepatite C é associada com uma regeneração lenta e progressiva da fibrose durante 10 anos após o tratamento, mas consideram ser decepcionante a diminuição de somente 5% dos casos de cirrose e de um risco de 5% do aparecimento de câncer de fígado aos 10 anos após o tratamento em pacientes que antes do tratamento apresentavam fibrose avançada ou cirrose. 

MEUS COMENTÁRIOS 

Pessoalmente considero os resultados controversos e faço algumas criticas, a saber: 

- Não está considerado o estilo de vida dos pacientes nem existem explicações sobre outras condições demográficas ou clínicas que possam influenciar os resultados durante os 10 anos compreendidos no estudo, condições essas que podem afetar enormemente os resultados da evolução de fibrose, da cirrose ou do câncer de fígado. 

- Todos os estudos já publicados utilizaram biopsias para obter os resultados. A biopsia é considerada o padrão ouro para avaliar o estado do fígado, não podendo então efetuar uma comparação com tais estudos. 

Certamente o estudo realizado passa a ser uma das tantas controvérsias que existem na hepatite C. 

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Slow regression of liver fibrosis presumed by repeated biomarkers after virological cure in patients with chronic hepatitis C - Poynard T, Moussalli J, Munteanu M, Thabut D, Lebray P, Rudler M, Ngo Y, Thibault V, Mkada H, Charlotte F, Bismut FI, Deckmyn O, Benhamou Y, Valantin MA, Ratziu V, Katlama C; the FibroFrance-GHPS group. - J Hepatol. 2013 May 24. pii: S0168-8278(13)00345-0. doi: 10.1016/j.jhep.2013.05.015 


Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 


FONTE:

http://hepato.com/controversias/101_port_controversias.html

domingo, 2 de junho de 2013

8 Mitos Sobre Dietas

Quais médicos são especializados em hepatite C?




03/06/2013 

Quais médicos são especializados em hepatite C?


É muito importante achar um médico que esteja familiarizado com a doença. Os sintomas da hepatite podem ser semelhantes aos de outras doenças (doenças auto-imunes, câncer, síndrome da fadiga crônica, lúpus, artrites etc.). Portanto, se você tiver outra doença que não seja diagnosticada corretamente, pode estar perdendo tempo deixando de se submeter a tratamentos que poderiam mostrar-se efetivos. Ainda é relativamente difícil encontrar um médico com experiência, diagnosticando e tratando a hepatite C. 

Hepatologistas especializam-se em doenças do fígado, os gastroenterologistas são especialistas de doenças digestivas, e os infectologistas são especialistas em doenças infecciosas. Gastroenterologistas, infectologistas e clínicos gerais, com especialização em hepatologia, são os médicos ideais para tratar da hepatite C. 

Se houver um grupo de apoio a portadores de hepatite na sua cidade, será uma fonte excelente de aconselhamento, identificando médicos e hospitais que possam estar familiarizados com a hepatite. Se não há nenhum grupo de apoio ou médicos especializados em sua cidade, você deve procurar um especialista consultando varias fontes diferentes. 

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 


FONTE:

http://hepato.com/p_tratamentos_medicos/101_port_trat_medicos.html