terça-feira, 11 de junho de 2013

Projeto de testagem da Hepatite C





Projeto de testagem da hepatite C "Bola Começa com B e Campeonato Começa Com C" ganha destaque internacional


No dia 17 de junho a "ONG C Tem que Saber C Tem que Curar", o "Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite" e a "Associação Brasileira de Portadores de Hepatite" estarão em New York para uma entrevista na Rádio das Nações Unidas, a Rádio ONU.

O projeto de testagem da hepatite C "Projeto Bola Começa com B e Campeonato Começa Com C" que está sendo realizado pelas três ONGs, testando para hepatite C os operários que constroem os estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo 2014 despertou a atenção internacional pelo ineditismo da medida.

O objetivo desse projeto é o de diagnosticar e medir a prevalência da Hepatite C nos trabalhadores da construção civil além de alertar jogadores do passado (aqueles que utilizaram de forma compartilhada pela veia substancia energética) a fazerem o teste da hepatite C.

As ONGs do Brasil estão dando o exemplo ao mundo que é possível mobilizar instituições e empresas quando o objetivo e despertar consciência para a importância da saúde e o combate a hepatite C. A "ONG C Tem que Saber C Tem que Curar" e o "Grupo Otimismo" estarão falando na Rádio ONU sobre os resultados dessa inciativa e a "ABPH" estará falando sobre o lançamento do Fundo Mundial de Hepatites, de sua iniciativa.



É estimado que até cinco milhões de brasileiros estejam infectados cronicamente com as hepatites B e C, doenças consideraras assassinas silenciosas pela falta de sintomas e que por falta de divulgação e dificuldades para realizar o teste de detecção somente 10% sabem da sua doença. As hepatites B e C se não diagnosticadas e tratadas levam a cirrose, ao câncer de fígado e consequente a morte.

Carlos Varaldo
hepato@hepato.com 
http://www.hepato.com







- MANIFESTO DE APOIO AO MINISTRO DA SAÚDE -

11/06/2013 

Exmo. Sr.
Dr. Alexandre Padilha
DD Ministro da Saúde do Brasil 



- MANIFESTO DE APOIO AO MINISTRO DA SAÚDE -


Prezado Ministro Padilha, 

As ONGs que lutam pelas hepatites virais abaixo assinadas apóiam o Senhor, independente do assunto ou mérito na decisão de exonerar a cúpula do Departamento DST/AIDS/Hepatites, ficando solidários com vossa atuação. 

Em diversas oportunidades as ONGs de hepatites levaram queixas e reclamações sobre a forma como éramos tratados no Departamento. Lamentavelmente poucas delas foram ouvidas e atendidas, mas consideramos que chegou o momento propicio para promover mudanças na estratégia de enfrentamento das hepatites B e C, uma epidemia que afeta aproximadamente até cinco milhões de brasileiros, número impressionante de infectados cronicamente, sete vezes mais que na AIDS. 

Compreenda que para poder enfrentar a epidemia de hepatite C será necessário quebrar paradigmas no referente ao tratamento, diagnostico, médicos especialistas e interiorização da medicina de qualidade nos estados. São estratégias que raramente poderão partir de um modelo estratificado que pretende copiar a mesma estratégia empregada nas últimas décadas no enfrentamento da AIDS. Especialmente a hepatite C por ser uma doença diferente no seu tratamento, que atinge público diferente, por tanto, se empregada a mesma estratégia estará condenada ao fracasso, tal qual aconteceu na paralisia comprovada dos últimos quatro anos com o número de pacientes tratados no SUS. 

Caro ministro, entendemos que o movimento social das hepatites deve ter o compromisso social e ético de participar de mudanças efetivas no grave cenário das hepatites virais no nosso país e estamos a total disposição para contribuir. 

Para tal sugerimos agendar logo, o mais rápido possível, uma audiência na qual apresentaremos diversas estratégias que podem ser implementadas no enfrentamento das hepatites, estratégias essas desenhadas e pensadas pelos seus maiores interessados, os próprios infectados. 

Assinam o manifesto: 

Grupo Otimismo de apoio ao Portador de Hepatite - Carlos Varaldo - Rio de Janeiro - RJ (1) 

Grupo Hercules de Apoio a Portadores de Hepatites Virais de Florianópolis - Anna M G Haensel - Florianópolis - C (1) 

GADA Grupo de Amparo ao Doente de Aids e Hepatites Virais - Júlio César Figueiredo Caetano - São José do Rio Preto - SP (1) 

ONG C Tem Que Saber C Tem Que Curar - Francisco Martucci - São Manuel - SP (1) 

Grupo ABC Vida de apoio ao Portador de Hepatite - Francisca Agrimeire Leite - Fortaleza - CE (1) 

Grupo Gênesis de Apoio a Portadores de Hepatite de Niterói - Maria Cândida Pita - Niterói - RJ (1) 

Grupo Hercules - Coordenadoria de Doações e Transplantes de Fígado - Olga Lúcia Viégas Marcondes - Blumenau - SC (1)

ATX-BA - Associação de Pacientes Transplantados da Bahia - Márcia Fraga Maia Chaves - Salvador - BA (1) 

Grupo UNA-C - de Apoio a Portadores de Hepatite C - Rosangela Eleres Cortez Moreira - São Luís - MA (1) 

Grupo Hepato Certo de Apoio a Portadores de Hepatite C - Affonso Sylvestre - Petrópolis - RJ (1) 
Grupo ARAÇAVIDA de Araçatuba - Faustina Amorin da Silva - Araçatuba - SP (1) 

APAF - Associação Paraense dos Amigos do Fígado - Benedito Ferreira de Almeida - Belém - PA (1) 

MegLon - Grupo Margarete Barella de Apoio aos Portadores de Hepatite de Londrina e Região - Telma Alcazar - Londrina - PR (1) 

Grupo Desbravador/SC de Apoio aos Portadores de Hepatites Virais - Gilberto Barella - Chapecó - SC (1) 

Instituto Oncoguia - Luciana Holtz - São Paulo - SP (1) 

NAPHE - Núcleo de Assistência aos Pacientes Hepáticos - Laís Coutinho - Recife - PE (1) 

Grupo Direito de Viver de Apoio a Portadores de Hepatite C - Ubirajara Silva Martins - Barretos - SP (1) 

(1): ONGs associadas da ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - AIGA - Aliança Brasileira pelos Direitos Humanos e o Controle Social nas Hepatites www.aigabrasil.org 



FONTE:

http://hepato.com/p_geral/118_manifesto.html




sábado, 8 de junho de 2013

Progressão da fibrose nas crianças com hepatite C


10/06/2013 

Progressão da fibrose nas crianças com hepatite C


Poucos estudos existem para avaliar a progressão da fibrose nas crianças infectadas com hepatite C que não recebem tratamento. 

Um estudo retrospectivo para avaliar alterações histológicas quando da comparação de duas biópsias foi realizado por pesquisadores dos Estados Unidos. 

Foram acompanhadas 44 crianças infectadas com hepatite C sem outras doenças que possam afetar o fígado que realizaram biópsias repetidas em oito centros médicos. 

Todas as biópsias foram avaliadas por um único patologista para determinar a inflamação, fibrose e esteatose e os resultados foram correlacionados com os dados demográficos das crianças, a idade da criança ao realizar a biopsia, o tempo estimado de ter acontecido a infecção e os resultados de exames como o da transaminase ALT. 

A via de transmissão da hepatite C aconteceu no parto em 57% das crianças e por transfusão de sangue em 39% delas. O genótipo 1 afetava a 84% das crianças. 

Duas biópsias com um intervalo médio de tempo de 5,8 anos foram realizadas em cada criança, sendo a primeira aos 8,6 anos em media e a segunda na idade media de 14,5 anos. 

Ao se realizar a primeira biopsia o tempo de infecção foi estimado em 7,7 anos e na realização da segunda biopsia as crianças já completavam 13,5 anos de infecção em media. Os resultados dos exames de sangue não apresentavam diferenças significativas quando da primeira ou segunda biopsia. 

RESULTADOS 

- A inflamação foi mínima em aproximadamente 50% das biópsias. 

- 16% das crianças não desenvolveram nenhuma fibrose. 

- 73% das crianças na primeira biopsia e 64% na segunda biopsia apresentavam somente fibrose mínima, limitada somente ao portal/periportal. 

- A proporção de crianças com fibrose avançada ou cirrose aumento de 11% na primeira biopsia para 20% na segunda biopsia. 

Concluem os autores que embora as crianças não apresentam uma progressão significativa de doença no fígado, foi observado que em um período de cinco anos 29,5% das crianças apresentam um agravamento no grau de fibrose, alertando que poderão existir implicações de longo prazo para o tempo transcorrido entre as biopsias e as decisões de tratamento. 

MEU COMENTÁRIO 

Os resultados do estudo auxiliam o médico na decisão de recomendar, ou não, o tratamento antiviral a uma criança. 

Devemos considerar que submeter uma criança a varias e repetitivas biopsias não é o indicado, mas afortunadamente com a chegada de métodos não invasivos de biopsia por imagem, como o Fibroscan, é possível realizar avaliações do estado do fígado em menores períodos de tempo, o que auxilia grandemente o médico para poder tomar uma decisão acertada. 

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Evaluating progression of liver disease from repeat liver biopsies in children with chronic hepatitis C- a retrospective study - Mohan P, Barton BA, Narkewicz MR, Molleston JP, Gonzalez-Peralta RP, Rosenthal P, Murray KF, Haber B, Schwarz KB, Goodman ZD - Hepatology. 2013 May 23. doi: 10.1002/hep.26519. 


Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 

FONTE:

http://hepato.com/p_criancas/101_port_criancas.html

Como posso ajudar um amigo ou familiar que está em tratamento?


10/06/2013 


Como posso ajudar um amigo ou familiar que está em tratamento?


Lembre sempre... 

1) Você não pode curar seu amigo ou familiar, mas pode ajudar muito na recuperação dele. 

2) Independente de seus esforços, os sintomas podem se tornar piores, ou podem melhorar. 

3) Se você tiver muito ressentimento, estará atuando de forma errada. 

4) Pode ser duro para você aceitar a doença; imagine então como é para o amigo ou familiar doente. 

5) A aceitação da doença por todos do grupo pode ser útil, mas não necessário. 

6) Você pode aprender algo sobre você mesmo por meio do convívio com um amigo ou familiar que esteja passando pela doença. 

7) Separe a pessoa da doença. Ame a pessoa, até mesmo se você odeia o vírus. 

8) Os efeitos colaterais do tratamento devem ser separados do estado de espírito da pessoa. 

9) Não é bom para você ser negligente. Você tem necessidade dos outros e também pode precisar de atenção algum dia. 

10) Suas chances de contrair hepatite C no contato casual ou sexual com um amigo ou familiar são extremamente baixas, tomando-se pequenas precauções para evitar contato com o sangue. 

11) A doença de um amigo ou familiar não é nada vergonhosa. Realmente você poderá sofrer discriminação de pessoas apreensivas que desconhecem a doença. Explique a eles do que se trata. 

12) Ninguém é culpado. 

13) Não esqueça de seu senso de humor. 

14) Pode ser necessário revisar suas expectativas de vida. 

15) Reconheça a coragem notável que seu amigo ou familiar está demonstrando ao lidar com a doença e o tratamento. 

16) A pior resposta à sobrevivência é freqüentemente a de fechar sua vida emocional. Resista a isso. 

17) As relações familiares podem estar em desordem na confusão sobre a doença. Pode ser necessário renegociar as coisas de modo a reestruturar a sua relação, emocional e fisicamente. 

18) Reconhecer que uma pessoa limitou as suas capacidades não deve significar que você não espera nada mais dele. 

19) Depois de negação, tristeza e raiva, vem a aceitação 

20) Doenças são uma parte do livro da vida. Saiba compreender. 

21) É absurdo acreditar que você pode tratar uma doença física como hepatite com conversa, embora conselhos possam ser úteis e muitas vezes ajudem. 

22) Os sintomas e o comportamento podem mudar com o passar do tempo. 

23) A desordem pode ser periódica, com tempos de melhoria e deterioração, independente de suas esperanças ou ações. 

24) Não assuma a total responsabilidade por seu amigo ou familiar doente. 

25) As necessidades da pessoa doente não são sempre as primeiras a serem atendidas. 

26) Uma doença crônica afeta a família inteira, não só a pessoa que de fato tem a doença. 

27) É natural experimentar um caldeirão de emoções como aflição, culpa, medo, raiva, tristeza, confusão etc. Você, não o amigo ou familiar doente, é responsável por seus próprios sentimentos. 

28) Você não está só. Compartilhar seus pensamentos e sentimentos com outros, freqüentando um grupo de apoio, será útil e benéfico para todos. 

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com 



FONTE:

http://hepato.com/p_psi/105_port_psi.html